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Os
corvídeos formam uma grande família composta pelos conhecidos
corvos e jays, além de parentes próximos como os
magpies, treepies, nutcrackers e choughs.
São muito inteligentes e curiosos, como mostra este Western
Scrub-Jay (esq.) que me observa todas as poucas vezes que tiro ervas
daninhas de meu jardim frontal, ansioso por apanhar algum invertebrado
que eu revele. Durante o séc. XIX surgiu a crença de que
estes eram os pássaros mais desenvolvidos - teoria desenvolvida
com base na crença Darwiniana de que a evolução traz
"progresso". Por essa classificação, as "mais
inteligentes" das aves eram listadas por último, refletindo
sua posição "no topo da pirâmide evolutiva".
Os modernos biólogos rejeitam esse conceito de "progresso"
hierárquico na evolução, de modo que os modernos
taxônomos posicionam os corvídeos em algum ponto intermediário
de seus catálogos. Os corvídeos são as maiores "aves
canoras" da terra.
A maioria dos corvídeos é sedentária e não faz migrações significativas, mas de tempos em tempos um colapso de fontes de alimento pode criar "invasões" de corvos da montanha nas terras baixas.
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Os corvídeos mais coloridos e exuberantes surgem nos trópicos. A espetacular foto de um Green Jay (esq.) no sul do Texas é apenas uma amostra da beleza dos jays tropicais. No Sudeste Asiático, os magpies Cissa chinensis e C. thalassina são exemplos dessa beleza surpreendente, e o México e a América Central apresentam diversas espécies diferentes e exóticas. Talvez nenhuma seja mais apreciada do que o Tufted Jay (dir.) com seu exuberante topete frontal. É muito encontrado nas florestas nebulosas das barrancas do noroeste mexicano, deslocando-se em bandos esparsos pro vezes difíceis de serem localizados, mas curiosos e acessíveis quando nos aproximamos. Foi descoberto somente em 1934. |
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Mais de um terço da família dos corvídeos (41 espécies) é formado de corvos do gênero Corvus. Quase todos são negros (existem algumas espécies mescladas) e são identificáveis pelo tamanho, pelo formato e pela localização geográfica. Os corvídeos mais comuns são: o corvo comum C. corax. O corvo de bico grande (abaixo, esq.) era chamado de 'corvo da floresta' mas possui um bico típico de C. corax. Muitos dos corvos são melhor identificados através de suas vozes. Abaixo a direita, um magpie.
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Sibley & Ahlquist (1990) mostram que os corvídeos surgiram na Australásia e de lá se espalharam pelo planeta. Sibley & Ahlquist (1990), Sibley & Monroe (1990), e Sibley (1996) simplesmente agruparam os diversos grupos numa gigantesca família de corvídeos, relegando os demais à categoria de subfamília ou tribo. Essa abordagem limita a lçista de "famílias de aves do mundo", mas (ainda bem, pelo meu ponto de vista) a maioria dos ornitólogos limita os corvídeos somente aos corvos, jays e parentes diretos, entendendo que os demais grupos são famílias separadas. A relação próxima entre esses grupos de corvídeos, contudo, é uma das maiores descobertas de Sibley e seus colegas, servindo para reorganizar as famílias do mundo.
Obs.: No Brasil, dois representantes da família dos corvídeos são a gralha azul - símbolo do estado do Paraná - e também o bem-te-vi, que pertence à família dos jays.
Fotos e trechos do texto retirados de http://www.montereybay.com/creagrus/corvids.html © Dan Robertson
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Dentre todas as aves britânicas, o corvo é a mais detestada pelos avicultores e caçadores, pois são os mais habilidosos ladrões de ovos. As aves silvestres também sofrem gravemente com seus ataques. Os corvos têm o costume de se postarem como sentinelas no alto de árvores isoladas, de onde podem observar o que ocorre nos arredores. Quando outras aves constroem seus ninhos, suas atividades são observadas e memorizadas pelos corvos vigias e, na hora certa, muitos ninhos serão atacados e roubados. Mais tarde, quando a folhagem das árvores está mais densa dificultando o trabalho dos corvos de enxergar os ninhos de outras aves, eles costumam vigiar a movimentação das aves adultas que levam alimento aos filhotes e, novamente , partem para seus ataques impiedosos - desta vez levando os filhotes. Por essas atividades, ele pode ser considerado um regulador natural das populações de aves e desempenha um papel importante ao desafiar o desenvolvimento de outras aves. Por muitos anos morei em áreas pantanosas habitadas por grandes quantidades de corvos, que nidificavam em paz nas árvores às margens dos rios. Essas aves roubam praticamente todas as primeiras levas de ovos postos por patos e galinhas-dos-lagos no início da primavera. Numa primavera mais fria, os filhotes nascidos desses primeiros ovos provavelmente morreriam de fome, sendo que os filhotes nascidos da segunda leva de ovos postos pelas patas para repor os ovos perdidos possuem chances muito maiores de sobrevivência. Quando uma ave perde seus primeiros ovos, ela geralmente procura um local mais escondido para construir seu segundo ninho - e seja como for, com o adiantado da primavera as folhagens oferecem melhor cobertura. Ao aprender a ludibriar a vigilância dos corvos, as aves também evitam a ação de outros predadores. Tendem também a vigiar melhor seus ovos e, quando precisam se afastar, fazem-no com mais cautela. For da temporada de acasalamento, os corvos costumam patrulhar as margens dos rios, alimentando-se de carcaças de animais mortos e atacando aves feridas pelos caçadores. Alguns corvos povoam praia e estuários, onde se alimentam de caranguejos e mexilhões, cujas conchas eles quebram atirando-os de grandes alturas. Corvos tendem a caçar sozinhos ou aos pares, diferentemente dos ROOKS, que atacam em bandos. Contudo, já vi cerca de 40 corvos reunidos em bando no início do verão. Eram todos jovens aves, oriundos de diversos ninhos e que passeiam em gangues, como é costume entre os adolescentes. Pode-se diferenciar um corvo adulto de um filhote pelas penas negras que cobrem o início de seu bico - o filhote não as possui, exibindo pele nua na área. O gralhar do corvo é muito mais áspero e ressonante. Em vastas áreas da Irlanda e da Escócia, o corvo comum é substituído pelo corvo de capuz, com sua plumagem cinza e negra; nas áreas limítrofes, as duas espécies acasalam entre si. A existência de duas raças diferentes em zonas climáticas vizinhas é um mistério. Percy Trett Fonte: www.birdsofbritain.co.uk © 2005 Claudio Quintino Crow - Tradução |
Ficha Técnica - Corvo
Nome Científico Corvus corone corone Habitat Encontrado em praticamente todos os habitats - das montanhas frias aos centros urbanos. Tamanho 47 cm (18½") |
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